Especialista
destaca a importância do autoconhecimento, do equilíbrio emocional e faz alerta
sobre ansiedade, redes sociais e alerta sobre falsas referências em saúde
mental
Segundo o especialista, o
Janeiro Branco funciona como um ponto de partida para a reorganização
emocional. “Antes de pensar em mudanças, é preciso compreender quem somos,
quais são nossos limites e o que precisa ser ajustado. A saúde mental é
diretamente proporcional à saúde fisiológica”, afirma.
Expectativas, datas
simbólicas e emoções sazonais
Alexander Bez explica que o
mês sucede duas datas emocionalmente sensíveis: o Natal e a virada do ano. “O
Natal, apesar de ser uma festa alegre, carrega uma depressão sazonal para
muitas pessoas. Já o Ano-Novo vem carregado de expectativas não cumpridas. O
Janeiro Branco ajuda a equilibrar essas emoções ao longo do ano”, pontua.
Ansiedade:
transtorno clínico ou reação ao ambiente?
O psicólogo reforça a
necessidade de diferenciar ansiedade clínica de ansiedades
transitórias. “O transtorno de ansiedade é uma condição clínica que exige
acompanhamento contínuo. Já a ansiedade econômica, profissional, conjugal ou
relacionada à segurança pública é induzida por fatores externos”, explica.
De acordo com Bez, esse
tipo de ansiedade externa não evolui, por si só, para um transtorno clínico. “A
ansiedade como patologia tem base na formação emocional da pessoa, geralmente
desde a infância. O que vemos hoje são muitos episódios de ansiedade provocados
pelo ambiente social.”
Ele cita ainda a ansiedade
relacionada à insegurança urbana como um fenômeno cada vez mais comum. “O medo
constante de assaltos, sequestros e violência gera um estado de alerta
permanente, especialmente entre mulheres. É uma realidade factual que impacta
diretamente a saúde mental.”
Quando buscar ajuda
profissional
Para o especialista, o
principal sinal de alerta é o incômodo persistente. “O paciente pode até fazer
autodiagnósticos, mas ele percebe que algo não está bem. Quando os sintomas se
tornam perturbadores e incontroláveis, é o momento de procurar ajuda especializada.”
Bez destaca que a ansiedade
pode desencadear outros transtornos, como síndrome do pânico, transtorno de
estresse pós-traumático, transtorno obsessivo-compulsivo, distúrbios do sono e
transtornos alimentares.
O impacto negativo
das redes sociais
Alexander Bez faz uma
crítica contundente ao uso excessivo das redes sociais. “Vivemos em um século
midiático que roubou a paz. As redes minaram as relações humanas e criaram uma
necessidade constante de exposição e validação”, analisa.
Segundo ele, a dificuldade
de viver o momento presente é um dos maiores danos à saúde mental. “As pessoas
viajam pensando em postar, não em viver. As férias perderam a função de
descanso emocional. Isso aumenta ansiedade, frustração e depressão.”
O psicólogo alerta ainda
para quadros como a nomofobia, o medo de ficar sem o celular. “Muitas
pessoas passam mais tempo na tela do que vivendo a própria vida.”
Tratamentos e
estratégias de equilíbrio emocional
No tratamento da ansiedade
clínica, Bez ressalta que a base é a combinação de psicoterapia e medicação
ansiolítica, quando indicada. “Antidepressivos não tratam transtornos de
ansiedade”, esclarece.
Como estratégias
complementares, ele recomenda atividade física, práticas culturais, leitura,
controle do tempo nas redes sociais e consumo consciente de informações.
“Polarizações, especialmente políticas, têm se tornado grandes gatilhos
emocionais.”
Cuidado com falsas
referências em saúde mental
Alexander Bez faz um alerta
importante sobre a escolha de profissionais. “É fundamental fugir de gurus
psicológicos, coaches e terapeutas sem formação adequada. Saúde mental exige
responsabilidade, ciência e ética”, afirma.
Ele recomenda pesquisar o
histórico do profissional, sua formação e postura ética. “Profissionais que
misturam política, negam ciência ou buscam estrelismo midiático devem ser
vistos com cautela.”
Expectativas,
autocobrança e o aqui e agora
Para encerrar, o psicólogo
deixa um conselho alinhado ao espírito do Janeiro Branco: “Ninguém é perfeito.
Reduzir a autocobrança, viver o presente e não tentar atender às expectativas
alheias é o caminho para uma vida emocionalmente mais saudável.”
Segundo ele, afastar-se de
polarizações e focar no que está sob controle pessoal pode fazer toda a
diferença. “Você não muda o mundo, mas pode preservar sua saúde mental.” Saiba
mais sobre o especialista no Instagram: @alexanderbezoficial
Alexander Bez
atua como pesquisador, especialista em distúrbios emocionais e é autor de quase
dez livros, publicados no Brasil e no exterior, entre romances, obras de
autoajuda e estudos sobre comportamento humano. Para ele, a literatura funciona
como uma extensão do cuidado psicológico, alcançando leitores de forma
acessível e reflexiva.
Entre os títulos
estão:
- Inveja: o Inimigo Oculto
- O que Era Doce Virou Amargo
— considerado “a Bíblia dos Relacionamentos”
- Trilogia Encantos da Mulher:
A Magia da Beleza Feminina e A Paixão e Seus Encantos (Editora Juruá)
- What You Don’t Know About COVID-19
– The Mortal Virus (Liferich Publishing, EUA)
- Scientific Denialism – COVID-19
Vol. 2
- A Seita Sexual de Puff Daddy (Diddy):
Fama, Poder & Dinheiro (em produção nos Estados Unidos)
- A Magia da Sensualidade Feminina,
continuação da trilogia sobre autoestima feminina.
Sobre
Alexander Bez é formado em Psicologia, com especialização em Ansiedade e Síndrome do Pânico pela Universidade da Califórnia, e especialista em Relacionamentos pela Universidade de Miami. Além da atuação na área da Psicologia, também é modelo e possui formação como ator de Cinema e TV pelo Studio Fátima Toledo, bem como curso de interpretação para TV pela Escola Wolf Maya, com DRT nº 43.106/SP.
